NHA CUTELO é o novo trabalho de originais dos Fogo-Fogo, banda cá da Casa, mas que já ganhou asas para espalhar o funaná por esse mundo fora. A banda lança o disco no dia 3 Junho e faz um concerto de lançamento nas já famosas matinés de funaná aqui da Casa. Fogo Fogo é um projeto que nasce do desafio feito pela Casa Independente ao músico João Gomes para que reavivasse os bailes dançantes de domingo, evocando esta Lisboa vibrante e avassaladora, essa Lisboa onde cabe toda a África, mas sobretudo a que fala português, a do passado, presente e a do futuro. Nha Cutelo, que conta com os primeiros originais da banda, nasce na Casa Independente e tem o selo discográfico Espanta Bjon, o nome dos eventos na Casa Independente. A capa do vinil é assinado pelo artista plástico Francisco Vidal e faz parte de uma série de nove pinturas assinadas pelo autor. Esta série de pinturas é diretamente inspirada pelo movimento “Acaba de Me Matar” que surgiu em Angola, de forma espontânea, e que através da arte, faz uma crítica social. Este acaba por ser o mote para este trabalho uma vez que Francisco Vidal acredita que a arte, seja pintura ou música, desempenha um papel central não só na promoção do encontro entre as pessoas como na capacidade de as fazer pensar. Também através da pintura que dá capa a este 7’’, Francisco Vidal pretende retratar uma Lisboa genuína, próxima da Lisboa que cantam Fogo Fogo e que representa a mistura cultural que a cidade integra. Um encontro feliz entre artistas. Nha Cutelo estará à venda em lojas de discos independentes e na Casa Independente em Lisboa, sítio tão especial para o coletivo e que acolhe também o concerto de apresentação do EP no dia do seu lançamento: 3 Junho. Após este lançamento, tem início a digressão de verão de Fogo Fogo que passa por inúmeros festivais, nomeadamente, NOS Primavera Sound, FMM Sines e Boom Festival. E nós podíamos descrever esta banda explosiva melhor do que fez o poeta e Músico Nástio Mosquito: “Quem mandou lhes nascer? Fogo-Fogo. Casa Independente. Mais uma celebração da cultura do baile, do quintal, do clube e dos exageros familiares da carne e do coração. Desta vez eu estou lá. Desta vez sou testemunha. Testemunhar a poeira que a banda gera – num lugar sem vestígio de terra batida, areia, e cimento mal aplicado – é algo que se inspira, e inspira. Sem que me dê por isso, uma pergunta-exclamação se faz sentir na ponta de meu dedo indicador; o da mão esquerda. A pergunta-exclamação é, “Quem mandou lhes nascer?” Quem mandou lhes nascer de úteros férteis de interdependência emocional e cultural? Quem mandou lhes nascer de úteros onde aulas de geografia foram informação, e não delimitação do viver experienciando?Quem mandou lhes nascer alerta, apaixonados e disponíveis para dar recebendo? Quem mandou lhes nascer na tuga?!? Sim, porque Portugal é outra coisa… (…) Oiço Fogo-Fogo e não me lembro de diversidade. Oiço Fogo-Fogo e não penso em multiculturalismo. Oiço Fogo-Fogo e sinto que eles me pertencem. Ser atropelado pela energia rítmica, e o ar que se esvai intencionalmente das cordas vocais de quase toda a banda, nos faz acreditar que também somos capazes de cantar e de convidar, e ser convidados, para dançar. (…) Presenciar Fogo-Fogo alimenta partes em nós que se revelam famintas de troca humana. É suor-perfume que nos lembra que ter vontade por vezes basta! Minha missão com este texto era comunicar-vos, legitimando assim o lugar dos Fogo-Fogo no “hoje” da música feita em Portugal. Era o plano comunicar os novos temas musicais que vão lançar – revelando, intensamente, o facto de serem imperdíveis – e as pouquíssimas cópias que estarão disponíveis (500 apenas e com capa concebida pelo artista plástico Francisco Vidal) e a editora onde o vão fazer… Era incumbência deste texto difundir também as matinés de Domingo que reativam semanalmente o baile no já não tão decadente Intendente, lembrando que, numa qualquer matiné da Casa Independente poderemos voltar a cruzar-nos com AC, Karlon, Sara Tavares, Julinho da Concertina, ou Mayra Andrade a título de exemplo. Era desígnio deste texto… Bem, acho que compreendem a ideia. O que eu quero aqui é partilhar convosco que os Fogo-Fogo, empregando sua própria leitura da mesma, tocam sons que homenageiam a música de dança Africana. Tocam música que amam com a convicção e fúria de quem nutre paixão por aquilo que faz. Sentir isto de um grupo de músicos com o número de quilómetros que cada um acumula, depois de anos de estrada e projetos vários, é aconselhável e recomendável… Fogo é Fogo.” Outras Datas: 07/06 NOS Primavera Sound, Porto 16/ 06 Festival Pé na Terra , Fuzeta 01/07 – Fusion Festival (Alemanha) 07/07 – SAFIRA 18 Montemor o Novo 20/07 – FMM Sines 23/07 Boom Festival 28/07 – XX Festival de Lavre 09/08 – A anunciar 18/08 – A anunciar 31/08 – Azores Burning Summer Como é costume, o Espanta Bjon tem sempre um dj set e neste dia especial a melhor pessoa para o fazer seria o THE ONE AND ONLY CelesteMariposa, príncipe do digging, rei do AfroBaile. Há comidinhas especiais para a festa: Tocossado da Tia Carmen! 3 JUNHO | DOMINGO | 17H | 6€ evento facebook
Espanta Bjon :: Fogo-Fogo + CelesteMariposa | 13 Maio | 17h | 6€
Domingo é dia de matiné funaná, a mais quente de Lisboa. Arranca às 17h com dj set CelesteMariposa. Às 20h há concerto dos Fogo-Fogo e depois a festa continua para os mais resistentes com o regresso dos CelesteMariposa aos pratos. Para a festa também há ementa especial e que é a actividade gastronómica que mais sentido faz num domingo de verão: CHURRASCO! Fogo-Fogo Fogo Fogo é uma homenagem aos ritmos cabo verdianos com os olhos postos na vastidão de quem fala português e, claro está, de quem dança ou se deixa atrair por movimento. A homenagem, que já fazia falta a uma outra vertente da música africana, começou a dar provas, coincidência ou não, no Largo do Intendente. Um convite da Casa Independente para todos aqueles que têm ânsias da Ilha do Fogo, que se lembram d’Os Tubarões do Bana, e do fervor das músicas de Finaçon, Bulimundo, ou das histórias populares de Code Di Dona e Nacia Gomi; para os que procuram sentir o nha terra nha cretcheu nas curvas de uma crioula de S. Bento ou do Intendente – os que são de cá vivendo como se lá estivessem. Cinco músicos, que já eram da casa, contribuem agora para fazer dela algo mais do que um espaço de partilha. E assim se cria. De todas as possibilidades o João Gomes (teclas) – que é da casa e da música – convidou o Francisco Rebelo (baixo), o Marcio Silva (bateria) e o David Pessoa (guitarra) que, em conjunto com o Danilo Lopes (numa guitarra ainda mais conhecedora do panorama musical de Cabo Verde) dão voz aos temas interpretados. Todos eles vão escolhendo novas malhas para se tecer a noite de Fogo Fogo, e assim sendo, todas as noites têm um lume diferente, mas nunca brando. Todos os elementos já se conheciam (e são conhecidos) de outras vidas e de outros projectos. No entanto, para a coisa acontecer em formato funana foi necessária a interferência da Casa Independente. Com o sentido de dar também uma oportunidade a este lado mais tradicional da música africana – um escutar mais atento das melodias que fazem a festa – a casa assinou o projecto e emprestou o tigre. Coisas que aquecem a alma e fazem gingar o corpo pelo menos um sábado por mês. E para que se entranhe, basta ganhar a coragem de ir uma vez. CelesteMariposa Portugal, Angola,Guiné, Moçambique, S. Tomé ou Cabo-Verde como território mestiço intermédio/equivalente. É uma celebração assumida do nosso Afro-Baile suado, que brota no meio das pessoas que bailam livres. “Tanta pressa em abrir os ouvidos para o exterior. Neste caso, a galinha da vizinha põe menos ovos.” – Libertação? Isso mesmo. E sem espinhas. 13 MAIO | 17H | 6€ | EVENTO FACEBOOK
Espanta Bjon | Fogo-Fogo + De Los Miedos | 24 Abr | 20h
Dia 24 de Abril, a Casa Independente inicia os festejos do Dia da Liberdade com uma noite Espanta Bjon que conta com os Fogo-Fogo e Dj De Los Miedos. As famosas matinés domingueiras de funaná transformaram-se num enorme festejo que segue pela noite dentro para celebrar os 44 anos de liberdade. Anos de liberdade para falar, para ouvir, para cantar, para dançar. Em suma, liberdade para ser e fazer o que mais se gosta. E porque os Fogo-Fogo não poderiam ser mais livres, Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) vêm fazem parte desse vaga fervilhante que celebra o 25 de Abril através da cultura crioula que tem ganho o seu merecido lugar na identidade de Lisboa. Celebrem-se os ritmos do funaná em alegre mistura com outros estilos dançantes, revisitando velhas pérolas da música cabo-verdiana, assim como, os êxitos dos Bulimundo, Os Tubarões e Simentera, explorando também a herança psicadélica, como é o Sir Victor Uwaifo. É este o fascínio pela cultura africana que leva os Fogo-Fogo a novas interpretações e novos reportórios sempre apresentados na residência mensal na Casa Independente. Essa que já faz parte da agenda cultural lisboeta. Como também é costume, a banda convida um amigo para aquecer e continuar o concerto, em formato dj set. Desta vez, ele é De Los Miedos, nascido Sebastião Delerue, que começou a trilhar o seu caminho em 2013, quando criou a editora Ostra Discos e começou a publicar a sua música que rapidamente se tornou inconfundível. De Los Miedos é mestre em reinventar os sons mediterrânicos e mexe-se à vontade por entre as sonoridades mais exóticas. O Espanta B’jon começa às 20h e é De Los Miedos que abre a noite e o caminho para o concerto dos Fogo-Fogo, regressando à meia noite para continuar a festa até às 2h. O bilhete custa 6€ e é adquirido à entrada.
Espanta Bjon convida FOGO FOGO (concerto) + (dj set) | 28 de Janeiro
17h 6€ (não aceitamos reservas) Fotografia por Pauliana Valente Pimentel