Domingo é dia de matiné funaná, a mais quente de Lisboa. Arranca às 17h com dj set CelesteMariposa. Às 20h há concerto dos Fogo-Fogo e depois a festa continua para os mais resistentes com o regresso dos CelesteMariposa aos pratos. Para a festa também há ementa especial e que é a actividade gastronómica que mais sentido faz num domingo de verão: CHURRASCO! Fogo-Fogo Fogo Fogo é uma homenagem aos ritmos cabo verdianos com os olhos postos na vastidão de quem fala português e, claro está, de quem dança ou se deixa atrair por movimento. A homenagem, que já fazia falta a uma outra vertente da música africana, começou a dar provas, coincidência ou não, no Largo do Intendente. Um convite da Casa Independente para todos aqueles que têm ânsias da Ilha do Fogo, que se lembram d’Os Tubarões do Bana, e do fervor das músicas de Finaçon, Bulimundo, ou das histórias populares de Code Di Dona e Nacia Gomi; para os que procuram sentir o nha terra nha cretcheu nas curvas de uma crioula de S. Bento ou do Intendente – os que são de cá vivendo como se lá estivessem. Cinco músicos, que já eram da casa, contribuem agora para fazer dela algo mais do que um espaço de partilha. E assim se cria. De todas as possibilidades o João Gomes (teclas) – que é da casa e da música – convidou o Francisco Rebelo (baixo), o Marcio Silva (bateria) e o David Pessoa (guitarra) que, em conjunto com o Danilo Lopes (numa guitarra ainda mais conhecedora do panorama musical de Cabo Verde) dão voz aos temas interpretados. Todos eles vão escolhendo novas malhas para se tecer a noite de Fogo Fogo, e assim sendo, todas as noites têm um lume diferente, mas nunca brando. Todos os elementos já se conheciam (e são conhecidos) de outras vidas e de outros projectos. No entanto, para a coisa acontecer em formato funana foi necessária a interferência da Casa Independente. Com o sentido de dar também uma oportunidade a este lado mais tradicional da música africana – um escutar mais atento das melodias que fazem a festa – a casa assinou o projecto e emprestou o tigre. Coisas que aquecem a alma e fazem gingar o corpo pelo menos um sábado por mês. E para que se entranhe, basta ganhar a coragem de ir uma vez. CelesteMariposa Portugal, Angola,Guiné, Moçambique, S. Tomé ou Cabo-Verde como território mestiço intermédio/equivalente. É uma celebração assumida do nosso Afro-Baile suado, que brota no meio das pessoas que bailam livres. “Tanta pressa em abrir os ouvidos para o exterior. Neste caso, a galinha da vizinha põe menos ovos.” – Libertação? Isso mesmo. E sem espinhas. 13 MAIO | 17H | 6€ | EVENTO FACEBOOK
Espanta Bjon convida FOGO FOGO (concerto) + (dj set) | 28 de Janeiro
17h 6€ (não aceitamos reservas) Fotografia por Pauliana Valente Pimentel
Todos os meses há Fogo Fogo na Casa Independente
Ponto da situação: as noites Fogo Fogo são das noites mais quentes da cidade de Lisboa. Formação cá da Casa, Fogo Fogo surge da vontade de um grupo de músicos: Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra), juntamente com as miúdas da Ironia Tropical, para mais um contributo à manifesta cultura crioula que fervilha pela cidade de Lisboa. Unidos pela vontade de celebrar os ritmos do funana com outros estilos dançantes e transformar a pista numa explosão de alegria. Revisitando velhas pérolas da música cabo-verdiana, só para adoçar; êxitos dos Bulimundo, Os Tubarões, Simentera, entre outras bandas, tudo isto combinado com outros heróis africanos da herança psicadélica (difícil não evocar neste melting pot, a lenda viva de Sir Victor Uwaifo) e todos os meses o reportório muda. Posto isto, desde 2014 com residência mensal no Salão Tigre, a energia contagiante destas noites tomam conta do espaço – os vidros embaciados, o chão a abanar, os corpos suados, é este o espírito da festa e impossível é ficar parado. Entretanto, em Outubro de 2016, depois de dois anos de noites mensais ao rubro, começa nova aventura sob a forma de matines dançantes a ocupar todas as divisões, com a banda & convidados, dj sets e a Tia Ete a cozinhar cachupa rica como só ela sabe e outros pitéus de chorar por mais. Sob o mote “Espanta Bjon”, isto é, espantar “bad vibes” e celebrar o que é bom; música, amigos, família, dança, comida e bebida. Aos domingos à tarde, uma vez por mês, as matines mais quentes do Intendente. É Fogo Fogo e vai queimar, mesmo! Logótipo por Luís Cruz Videoclips por Richard F. Coelho