Osvaldo Landim, mais conhecido por Vado Más Ki Ás ou simplesmente Vado, é um dos nomes mais aclamados da nova geração de rappers em Portugal. Vado é a prova viva que o Crioulo, enquanto língua, é cada vez menos uma barreira para conseguirmos identificar talento, musicalidade e energia, uma tão boa energia que ninguém fica indiferente às suas performances ao vivo. O seu rap não deixa de nos levar ao hustle das ruas como vemos em “Na Correria”. No entanto, Vado não fica por aí, temas como “Vivi na Paz di Jah” e “Ghetto ou Cidade” leva-nos ao casamento perfeito entre o Afro Beat e Rimas. Vitórias & Privilégios, saído no final de 2019, é o novo disco de Vado. A afirmação do rapper da Amadora como um dos músicos mais influentes desta nova geração torna-se evidente no serpentear entre o crioulo e o português, com os beats que não esquecem as suas origens e rimas que nos fazem pensar. Sábado • 14 de Março • 22H00 • 8€
Espanta BJON: 5 anos de Fogo Fogo
Estávamos em 2015 e o mote era simples: um grupo de músicos cá da Casa juntar-se para um contributo à manifesta cultura crioula que fervilha pela cidade de Lisboa. Unidos pela vontade de celebrar os ritmos do funaná com outros estilos dançantes e transformar a pista numa explosão de alegria, revisitando velhas pérolas da música cabo-verdiana, Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) unem-se e dão origem a Fogo Fogo. Tudo isto sob o nome de Espanta BJON, isto é, “Espantar Más Energias”, que tem vindo a funcionar como selo discográfico e noite onde se celebra o que é bom: música, amigos, família, dança, comida e bebida. Entretanto, 1 disco e dois EP’s depois, inúmeros concertos por Portugal e pela Europa e de 5 anos a fazer tremer as paredes do nosso salão com um leque de convidados de luxo, os Fogo Fogo trazem-nos uma celebração para recordar. Não são todos os dias que que se cumprem 5 anos e a nossa banda da Casa está a preparar uma noite especial e material novo para 2020. Fiquem atentos às novidades. CelesteMariposa tem vindo a ser o companheiro ao longo dos anos, a escolha para a continuação da noite era óbvia. • Cachupa d’ A Li e música a partir das 19H • DJ Simões • Fogo Fogo EP “Dia Não” https://fogofogo.bandcamp.com/album/dia-n-o-ep • CelesteMariposahttps://soundcloud.com/celestemariposa 31 de Janeiro • 19H • 8€*Bilhetes a partir das 19H
Casa Ardente: Cancro, Quelle Dead Gazelle, Iguana Perigosa
Casa Ardente começa 2020 em grande. A mais recente sensação do rock Lisboeta chega ao nosso salão depois de lançarem o seu mais recente disco no passado mês de Outubro. Cancro são a banda nascida das cinzas das fogueiras de cantautores e vieram para lhes queimar as violas, punk feito de 0’s e 1’s aos berros pelo ser humano em cima de guitarras sujas e chorosas. Juntam-se os Quelle Dead Gazelle para abrir a noite. Já habituais nas noites fogosas, trazem os loops de guitarra e a sua bateria de fazer tremer o chão para fazer desta uma noite memorável. Os decks ficam entregues a um DJ Set da Iguana Perigosa, Iguana Garcia e Perigo juntam-se novamente para nos fazer dançar. Correu tão bem da última vez que decidiram repetir. 10 de Janeiro • 22H00 • 6€
Espanta BJON: Fogo Fogo + União & Capricho
E porque não acabar o ano com os Fogo Fogo? Marquem já a pré-passagem de ano na vossa agenda, não prometemos que haja tempo de recuperação suficiente mas a festa mais quente da Casa está garantida. Os Fogo Fogo estão novamente a preparar novo material para 2020, fiquem atentos. Para garantir que o salão se mantém em temperaturas altas: Rita Só e Afonso Simões, União & Capricho nos decks, dupla da Casa e para a Casa. 28 de Dezembro • 22H • 8€ *Bilhetes: 21H
Casa Ardente: Fugly, Sheila, Rosa Choq
Arrancamos em Dezembro com um conjunto de concertos que prometem trazer energia ao nosso salão. Do Porto descem os Fugly com o seu garage noise. Após mais de 40 espectáculos em torno do seu primeiro EP, a banda portuense define-se como um arrependimento causado pelas noites espalhafatosas em que tudo de bom e mau acontece; um arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado. Como é que tudo isto se traduz em música? Terão que por cá passar para perceber. A abrir a noite teremos Sheila, uma miúda especial que vive num dilema existencial entre o math rock e os beats pesados lá do bairro. É nervo à flor da pele e instrospecção desmedida. É finesse irónica e swag de fim da noite.É Mogwai e J-Lo. É rock às vezes, outras vezes não. É post bullshit e feminista. É jarda emocional servida num concerto perto de si. XoXo. Sheila. Fechamos com Rosa Choq, os selectas já bem conhecidos cá por Casa. 6 de Dezembro • 22H • 6€
Espanta BJON: Fogo Fogo + CelesteMariposa
Já viram o vídeo do mais recente single “Dia Não”? O Espanta BJON tem sido cada vez mais regular nas nossas noites de Sábado, os Fogo Fogo têm estremecido tanto as nossas paredes que ficamos sempre a pensar na próxima edição! Podem já apontar no calendário e cancelar as corridas matinais do dia seguinte. Como se não bastasse, CelesteMariposa regressa ao Espanta BJON para nos fazer tarraxar. • Fogo Fogo EP “Dia Não” https://fogofogo.bandcamp.com/album/dia-n-o-ep • CelesteMariposahttps://soundcloud.com/celestemariposa 30 de Novembro • 22H • 8€*Bilhetes: 21H
Casa Ardente: Powerplant, Bluish, DJ Maboku
A Casa Ardente de Novembro traz ao nosso salão os londrinos Powerplant para apresentação do seu mais recente album “People In The Sun”. Com base e ligação à cena de experimentação electrónica londrina, o resultado deste garage punk e das sua influências é a grande expectativa para o concerto dos Powerplant. Há ainda o concerto dos Bluish e do seu dream pop para nos levar ao céu. A noite fecha com o conhecido Manolo Sensations e muito rebolar de bunda. 15 de Novembro • 22H00 • 6€
Amaura apresenta “EmContraste”
As influências são várias mas o cunho pessoal na escrita e melodia são a característica que distingue AMAURA, tornando-a uma das vozes mais promissoras da música Soul e R&B feita em Portugal. Com um extenso currículo de colaborações entre elas Sam the Kid e Fred Ferreira, AMAURA segue agora a solo. Singles como “Blues do Tinto” ou “Coopero” pavimentam esse caminho para o lançamento da primeira mixtape “Em Contraste”, que chegará aos ouvidos do público no fim de Setembro.AMAURA encontra-se no contraste das baladas mais suaves com as batidas groovy de um Neo-soul feito à sua maneira e na língua lusa. Quem a ouve, não esquece. 2 de Novembro • 22H • 6€
Espanta BJON: Fogo Fogo + Mar & Sol Soundsystem
Não seria um mês especial sem Espanta BJON na Casa! Os Fogo Fogo marcam presença neste mês de Outubro para mais uma noite para espantar males. O videoclip para o mais recente single “Dia Não” está aí à porta. Esperem surpresas. A noite continua com Mar & Sol Soundsystem e as suas misturas dos sons dos anos 70 e 80 de Cabo Verde, a era de ouro do Funaná e Coladera. 26 de Outubro • 22H • 8€ *Bilhetes a partir das 21H00
Sasha Sathya
✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵ Sasha Sathya (🇦🇷) rappera, producer, beatmaker, mala feminista, puta del infierno Causa o caos desde 2014. Não representa ninguém além de si mesma. Faz as suas batidas, escreve e produz as suas músicas. Rima um pouco, canta outro tanto. “P&P: pogo y perreo”. De Buenos Aires, a fazer uma pequena tour por Espanha, passa por Lisboa, em estreia absoluta, para uma performance única na Casa Independente. ✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵ Alina Monteagudo, artista, MC, beatmaker, autora, compositora, produtora e trabalhadora sexual transgénero argentina. Nasce em Buenos Aires e cresce em vários pontos do Conurbano Bonarense. A sua trajectória como artista a solo começa em 2013 com o nome de SASHA SATHYA, dentro da cena cultural local transfeminista LGBTIQ+ e desde 2014 que se apresenta ao vivo. Ritmos urbanos de carácter experimental como o Hip Hop, o Trap, a Cumbia Villera, o Dancehall e o Reguetón são elementos integrais da sua obra. O conteúdo das suas letras procura desenvolver uma visão política sobre a violência exercida sobre as corporalidades trans-femininas, encontros e desencontros afectivos trans-lésbicos, modos de vida à margem de interpretações moralistas, experiências de pessoas com diagnósticos psiquiátricos, expressões de fascismo moderno e reivindicações pelo trabalho sexual autónomo. “ReBeba MiXXXtape” é o seu primeiro lançamento de longa duração. Escrito, produzido, gravado e misturado por ela mesma em diferentes pontos de Buenos Aires (Almagro, Lomas de Zamora, Constitución) é lançado de forma independente em Fevereiro de 2019. O carácter autónomo do disco baseia-se na questão pessoal da artista “¿hasta qué punto somos solistas?”. A resposta é um modo de fuga pessoal às regras gerais da produção musical, principalmente no panorama da cena Hip Hop, Trap, Dancehall e música urbana em Buenos Aires e no mundo onde é exageradamente notória a ausência e escassez de participação de pessoas trans, trans-femininas e mulheres (segundo as estatísticas do colectivo-comunidade “SoundGirls” em 2018, a indústria musical é formada por 98% de produtores homens cis e 97% no caso de engenharia de som e de mistura). O percurso que abarca a composição e a produção de “ReBeba MiXXXtape” começa no início de 2015 e vai até final de 2018. É neste período de tempo que a artista amplia as possibilidades de criação através da utilização das plataformas digitais. Este exercício permitiu-lhe alargar a busca de uma identidade sonora e ao mesmo tempo adquirir experiência como MC ao vivo, começando a ser parte de uma cena local de música e cultura LGBTIQ+ que não contava com referências prévias (especificamente artistas ou rappers trans de língua hispânica) no que respeita à música Trap. ✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵ ✵✵✵✵✵✵✵✵ ENTRADA LIVRE